Pré-candidata descrata choque fiscal
No momento em que se discute o risco do estouro das contas públicas e a gastança oficial, Dilma Rousseff disse que não vê motivos para, caso eleita, fazer um choque fiscal. À agência Reuters, Dilma descartou fazer um ajuste fiscal e mexer no custeio da máquina pública. Mas defendeu ideia do presidente Lula de criação do Ministério para Pequenas e Médias Empresas, além de reforma administrativa, em que adotaria a chamada meritocracia.
– Para quê (ajuste)? Ele está feito. Eu não faria ajuste. Vou fazer modificações – disse Dilma, perguntando aos adversários sobre que cortes eles fariam, se eleitos: – Eles vão cortar na segurança pública? Temos de sair da fase do ajuste fiscal e entrar na da reforma administrativa do Estado. Não é ajuste fiscal que dá jeito na máquina pública. É uma grande reforma, para se ter meritocracia e profissionalismo.
Dilma defendeu ainda ampla reforma tributária, em vez de medidas tópicas de redução da carga de impostos.