UE apoia penalidades mais duras aos países que não seguirem regras fiscais do bloco
Regras determinam que os integrantes do bloco mantenham déficits fiscais inferiores a 3% do PIB e dívidas nacionais menores do que 60% do PIB
Os governos da União Europeia (UE) concordaram em ampliar os esforços para coordenar suas políticas orçamentárias e também apoiaram a imposição de penalidades mais duras aos membros que não seguirem as regras fiscais do bloco, afirmou o presidente da UE, Herman Van Rompuy.
O fortalecimento das políticas fiscais da UE tornou-se uma prioridade após os países do bloco e o Fundo Monetário Internacional (FMI) montarem um pacote de € 750 bilhões para auxiliar os governos da zona do euro que passarem a ser alvo do ceticismo do mercado financeiro. “Já chegamos a um acordo a respeito dos quatro principais objetivos e também sobre a direção que seguiremos em cada um deles”, disse Van Rompuy durante uma entrevista coletiva realizada após a reunião dos ministros de Finanças europeus.
Os objetivos incluem o desenvolvimento de um mecanismo permanente para auxiliar governos da zona do euro atingidos por crises e também para reduzir os desequilíbrios econômicos que tornam os países do sul da Europa menos competitivos do que a Alemanha e outros países do norte do continente.
Os membros da UE também concordaram sobre a necessidade de punições mais severas para os países que violarem regras orçamentárias segundo as quais os integrantes do bloco devem manter déficits fiscais inferiores a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e dívidas nacionais menores do que 60% do PIB. “Houve um amplo consenso sobre o princípio das sanções, sobre sanções financeiras e não financeiras”, disse Van Rompuy.
Mercado de câmbio
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, não vai comentar as especulações sobre o mercado de câmbio, disse o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) em seu site nesta sexta-feira, citando o presidente. “Eu nunca comento sobre (supostas) intervenções”, afirmou Trichet, de acordo com a transcrição de uma entrevista ao FAZ distribuída pelo BCE.
No começo da semana, o BCE se recusou a comentar sobre as especulações do mercado financeiro de que a instituição e outros grandes bancos centrais estariam se preparando para intervir nos mercados de câmbio para sustentar o debilitado euro.