Crise fiscal, inflação na China e agenda dos EUA traçam clima incerto às bolsas

SÃO PAULO – Questionamentos quanto à eficácia das medidas para conter a crise fiscal na Europa, temores de aperto monetário na China e indicadores norte-americanos traçam um cenário incerto às bolsas ao redor do mundo, que operam instáveis nesta terça-feira (11).

O pacote de quase US$ 1 trilhão para garantir a estabilidade do euro, anunciado na última segunda-feira, agora recebe certo ceticismo do mercado, dado a necessidade dos países se empenharem no corte de gastos. Na China, a inflação registrou em abril sua maior alta dos últimos 18 meses, deflagrando temores de um aperto monetário por vir.

Nos EUA, o nível dos estoques do setor atacadista surpreendeu negativamente ao registrar em março um avanço de 0,4%, menor que o esperado pelos analistas (0,5%) e inferior ao resultado de fevereiro (0,6%).

Por aqui, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) da primeira quadrissemana de maio apontou inflação de 0,49%, taxa 0,10 ponto percentual superior à vista na medição anterior. Já a taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,4% em março, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Treasuries e petróleo
A despeito do movimento incerto das bolsas em Wall Street, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em leve alta, pressionando negativamente seu preço. Já o risco-país cai 9 pontos, a 205 pontos.

No mercado de commodities, o dia é de queda na trajetória dos preços das principais commodities, em função dos temores de aperto monetário na China. A exceção fica por conta do petróleo, cujo barril é negociado em Nova York com leve valorização de 0,31%, cotado a US$ 80,37 cada.

Câmbio e renda fixa
Enquanto isso, o dólar comercial mostra-se instável no decorrer das negociações neste pregão, oscilando entre altas e quedas. Nesta tarde, a moeda norte-americana é cotada a R$ 1,774, em leve recuo de 0,17%.

Já no mercado de renda fixa, as taxas de juros futuros negociadas na BM&F Bovespa tendem à estabilidade no curto prazo, enquanto os contratos com vencimento mais longos registram forte recuo nesta tarde.

Ibovespa em leve alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta leve alta de 0,42% nesta tarde e atinge 65.729 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,189 bilhões.

O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da TIM Participações (TCSL3), que registram valorização de 9,54% e são cotadas a R$ 6,66. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -6,85%.

Por InfoMoney

11/05/2010 00:00:00

MP Editora: Lançamentos

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