Governo dá como certo tarifaço de 25%, mas vê chance de ampliar lista de exceções
Vivian Oswald
O governo brasileiro já está contando com a tarifa de 25% a ser imposta pelos EUA aos produtos nacionais. A ordem é continuar negociando, já que o prazo para o anúncio final é dia 15 de julho, quando será concluída a investigação aberta contra o país. Não se descarta de todo um desconto, ainda que marginal, neste percentual.
O mais provável, na avaliação de observadores, contudo, é que o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acrescente novos segmentos à longa lista de exceção. Isso porque, a despeito do embate político subjacente, está em curso uma avaliação técnica sobre o impacto de retaliações sobre cadeias produtivas relevantes para os EUA com base na evolução das negociações entre os dois países e nos argumentos oferecidos por representantes dos setores privados brasileiro e americano.
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A última reunião técnica de negociadores dos dois países foi realizada na terça-feira (7/7) por vídeo, quase que simultaneamente à apresentação presencial feita pelo USTR para ouvir as posições de empresas e sociedade civil em painéis na audiência pública em Washington.
Outra reunião de diálogo está prevista para os próximos dias. Deve ser conduzida por Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Havia ainda a previsão de conversa entre o chanceler Mauro Vieira e o representante de comércio americano, Jamieson Greer.
O pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, foi um dos inscritos para falar na audiência que ocorreu na capital americana na última terça-feira (7/7). Segundo nota do governo brasileiro, entre os 34 brasileiros inscritos, o senador foi o único que não se posicionou contra as medidas contra o Brasil, “optando por sugerir o seu adiamento, com claro objetivo eleitoreiro”.logo-jota