A importância da redução da carga tributária para o sucesso do negócio

O Brasil ocupa a honrosa posição de sétimo país mais empreendedor do mundo. Os brasileiros têm uma criatividade acima da média e ousam cada dia mais, investindo em novas áreas de negócios, projetando novas idéias, diversificando e valorizando o nosso mercado. Além dessa vocação natural, a redução permanente de boas oportunidades de emprego, especialmente para profissionais mais maduros, também fomentam os investimentos dos brasileiros em um negócio próprio.
Mas nem tudo são flores: para que o negócio seja viável e lucrativo, é necessário planejamento e organização em diversos aspectos da administração, alguns deles nem sempre priorizados por franqueadores e franqueados no momento do planejamento de uma nova franquia para que ele realmente cresça e se destaque diante da concorrência.

Hoje, um dos maiores desafios das empresas está relacionado ao exercício fiscal. Por isso, uma consultoria tributária eficiente deve orientar o cliente sobre o recolhimento de tributos, auxiliando-o a gerenciar seu empreendimento de modo que as obrigações fiscais não acabem com um sonho, muitas vezes de anos, de ter um negócio próprio.

Dados o IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário -, comprovam que a sonegação fiscal atingiu, em 2005, a marca de R$ 287 bilhões e a inadimplência tributária cresceu 59% nos últimos três anos, o que gerou a quebra de diversas empresas, em diferentes segmentos. Isso acontece porque as cargas tributárias sofreram um aumento de cerca de 21% entre 1998 e 2005 e, por falta de orientação, muitas delas ainda tentam ludibriar a Receita Federal, com o objetivo de diminuir o peso dos impostos.

É hora de reorganizar o negócio por meio de um bom planejamento tributário. Executivos têm buscado soluções para expandir o negócio com lucratividade, pagando menos tributos, sem deixar de cumprir com o exercício fiscal junto à Receita Federal.

Uma das estratégias usadas para amenizar a carga tributária é diminuir o montante recolhido, migrando a empresa do lucro presumido para o lucro real, enxugando os custos. Por outro lado é importante continuar colocando no mercado produtos e/ou serviços competitivos e que possam agregar o máximo possível de valor à marca. A princípio, optar pela declaração do lucro real pode parecer mais trabalhoso no que se refere a contabilização e ao controle de receitas e despesas, mas, a lucratividade gerada por esta medida é realmente vital para o sucesso da empresa.

Empresas que optam por reorganizar o negócio e declarar o lucro real faturado conseguem aumentar o capital de giro, conquistar novos parceiros e fornecedores, além de expandir o negócio, já que, dependendo da atividade que a empresa exerce, é possível reduzir a carga tributária global em até 40%.

Hoje, as consultorias tributárias qualificadas que, através de uma minuciosa pesquisa de mercado, contribui efetivamente, para a reorganização das empresas, têm se consolidado como uma forte tendência operacional e já estão sendo contratadas por diversos empresários, que não querem mais dar o famoso “jeitinho” na hora de diminuir os custos com impostos.

Esse assunto também é um dos temas principais do livro “Manual jurídico para Franqueadores e Franqueados”, uma obra inédita no mercado, que, através de uma linguagem clara e com base em toda a legislação vigente no País que se relaciona ao segmento de franchising, retrata as dúvidas mais freqüentes no processo de gestão e tomada de decisões que envolvem o setor.

(Tiziane Machado, Mestre em Direito Tributário pela PUC-SP, é diretora da Machado Advogados e Consultores Associados. Baseada nos escritórios de São Paulo e Fortaleza, possui mais de 10 anos de experiência, atendendo a clientes dos segmentos de franchising, varejo e tecnologia da informação, entre outros. Tiziane Machado também é a organizadora do livro “Manual Jurídico para Franqueadores e Franqueados”).

Fonte: Gazeta Mercantil

Data da Notícia: 23/10/2006 00:00:00

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