Fundos: novembro é o mês da mordida do Leão
O investidor desavisado pode tomar um susto com o extrato de seus fundos de investimento DI, renda fixa, multimercado, cambiais e de curto prazo referente ao mês de novembro — que chega em dezembro. Ele verá a quantidade de cotas que detinha até o mês passado reduzida — se não fez nenhuma nova aplicação no período — e, portanto, uma rentabilidade menor do que pode esperar. Retenção sobre ganho pode superar 20%. A mordida na cota, apelidada de “come-cotas”, corresponde ao recolhimento antecipado do Imposto de Renda (IR). E ocorre de seis em seis meses, no fim de maio e novembro, à alíquota de 15% sobre a rentabilidade para os fundos que têm em carteira títulos com prazo médio superior a um ano. A alíquota pode chegar a 22,5%, se o investimento durar menos de seis meses, mas, nesse caso, a diferença será complementada no resgate. Se a aplicação durar de seis meses a um ano, a alíquota será complementada a 20%. De um a dois anos, a 17,5% e, a partir daí, se mantém em 15%. Para os fundos de curto prazo (com vencimento dos títulos em carteira médio inferior a um ano), o “come-cotas” é de 20% e pode ser ajustado a 22,5% se o resgate acontecer antes de seis meses.