Rio faz ‘rating’ da dívida ativa
O índice de recuperação de dívidas por Estados e pela União no Brasil é baixíssimo. São Paulo, por exemplo, registra uma média de ínfimos 0,7% de recuperação da dívida ativa. A União possui uma média pouco superior, de 0,78%, segundo uma pesquisa da Secretaria Especial de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça. No Rio de Janeiro, porém, esta situação começa a ganhar novos contornos por uma iniciativa pioneira no país. A Procuradoria da Dívida Ativa do Estado conseguiu aumentar em 62,28% a arrecadação dos débitos inscritos na dívida ativa entre janeiro e setembro deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado – excluída a diferença gerada pela anistia promovida pelo governo estadual. Em valores, a arrecadação saltou de R$ 31,39 milhões para R$ 52,4 milhões. O crescimento resulta de dois fatores: maior aplicação da penhora on-line pelo Poder Judiciário e a realização de uma espécie de “rating informal” em relação aos débitos, pelo qual se identificou quais seriam recuperáveis ou não. “Agora não corremos atrás dos processos, os processos correm de acordo com uma estratégia de trabalho”, afirma o procurador chefe da dívida ativa, Nilson Furtado.